Acreditas que és d’A Verdade e tornaste vassalo da persuasão de um par de olhos de vidro. Boneca de porcelana, foste forjada somente para iludir. Criança, já perguntaste quantos outros rostos mansos ela observou dormir? E quais ela cobriu por algum lençol? Nenhum seio lhe dera leite. Nenhum amor lhe fizeste fruto. Não percebes que seu encanto tem gosto de meigos corações mortos? O único laço que possuíste é o que delineia sua cintura. Criança, mamãe nunca lhe disse para negar presentes de estranhos? E quanto menos desenterrar um? Mas por ti, como por todos os outros, pouco importas se em suas costas há um arsenal de alfinetes, quando o que queres avidamente é apenas ser mais um destes.
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