ESSAYES, FAITES UN VOEU.
ㅤㅤㅤEis que, três vezes a cabeça do Artista em leilão, sendo O Sr. Suicídio credor de propostas utópicas, não há martelo que cale-se. "Dou-lhe uma, dou-lhe duas..." Mas há garganta que grite. Assim como há gatilho e dedinhos medrosos que hesitem. Não houve a quarta vez. Não houve obras órfãs e um vizinho novo em Necrópole. Mas existiu um Artista brincando de Deus. E uma paixão doente, por uma garota feita de tinta. Por um coração esquálido. Um coração de papel.
La Fée Bleue secoue son voile.
(Amigo, sonhos - mortais, - todos já se foram. Amanhã também te vais.)
(Amigo, sonhos - mortais, - todos já se foram. Amanhã também te vais.)
"Ninguém admira um céu azul quando o têm todos os dias. Iguais, só lembram-se da paz, quando não a tem mais." O Artista então concedeu olhos alemães às suas observações – para que ela pudesse enxergar o espírito das palavras –, e escolher a dedo com quais tocaria o dos humanos. Aos seus acordes, O Artesão despiu O Ouro. Roubou o seu valor e deu à sua criação como cor dos cabelos. A cor d’A Veneração. Assim, fez dos homens seus títeres – para que cada fio dourado manipulasse-os como um ditador, embora vistos por olhos de cordeiro, como o seu fiel pastor. Ele deu à Saudade um rosto. Moldado em porcelana fria. Aquela face que se vê em todos, mas todos não têm. Aquela face naufragada de vontade... Aquela face que se procura, mas não encontra. E, quando encontra, é nos braços d’O Adeus. À sua alma, ornamentou em ébrio de Indiferença – para que assim, o gosto efervescente d’A Glória fosse tão tépido quanto d’A Derrota. O Artesão inventou a cor d’A Dor (a dor de um artista), a quem auto-julgou sua aquarela. Rasurou-lhe com um coração desnutrido de carvão e sombreou-lhe o céu de palavras engasgadas. Como se despejasse o peso de seu pincel em borrões... Um quadro melancólico. De um vazio infindo. Com um anjo estranho. Um anjo caído que parecia recortado e colado de outro cenário. Culpado pelos enfermos de seu criador. Respirando o seu Pandemônio. O Artista a castigou – para que A Dor justificasse seus meios e a convencesse sempre de sua vil razão. A Dor que nunca deixou de faltar-lhe como sombra.
[...]ㅤㅤㅤMas ainda havia. Havia uma terceira pessoa que a vigiava em linhas. Preenchia espaços de vazios. O Narrador Artista deu-lhe vida em cada vírgula. Ele a encontrou em cada devaneio. Ele a construiu de cada ideal, que implorou ser real. Pois bem, A Fada-Azul – que não era fada e tampouco Azul –, arrancou-a das páginas. Ela presenteou a Garota feita de Tinta com A Consciência – mas de longe era sua Ausência. Para íntimos, Sociopatia. E então, fez-lhe uma menina. Uma menina de mentira.
[...]ㅤㅤㅤMas ainda havia. Havia uma terceira pessoa que a vigiava em linhas. Preenchia espaços de vazios. O Narrador Artista deu-lhe vida em cada vírgula. Ele a encontrou em cada devaneio. Ele a construiu de cada ideal, que implorou ser real. Pois bem, A Fada-Azul – que não era fada e tampouco Azul –, arrancou-a das páginas. Ela presenteou a Garota feita de Tinta com A Consciência – mas de longe era sua Ausência. Para íntimos, Sociopatia. E então, fez-lhe uma menina. Uma menina de mentira.
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