terça-feira, 31 de maio de 2011

Cavalo de Tróia.


E no fim do verão, até mesmo sorrisos capturados caem amarelados. O outono exige oferenda; para decorar seu chão.

Outono dos céus; do que feito é esse despejo, essa derrama, essa nossa terra branca? Nada vinga; senão diversão. Vence em homens de neve o de que nada serve. Se todos soubessem que essa auréola ergue-se sobre seqüela... Se humanos não fossem todos. Se o "se" não desse plano e o fim fosse engano. Se as palavras não dessem leis e cavalos não esmagassem reis: A espera não esperaria a ingenuidade ninar para violentar. 

sábado, 28 de maio de 2011

O inferno são os outros.


Mamãe, por que me fizeste existência nessa des-existência?
Porque para recordares de que ainda existes, é necessário desexistir como um; no crime do prazer em dois, onde o que atrai é o resultado da paixão ímpar no par por sentir. Sentir:

"Sinto muito por sua dor, meu querido."
Todos eles aprenderam ou aprenderão a reproduzir o lamento, como aprenderam ou aprenderão a reproduzir o ódio; a cadeia na cadeia do inferno.

Curar-te-ei d'A Sanidade.

Aquele que vive de combater um inimigo, tem interesse em o deixar com vida; como o feto ama nascer, como o monstro ama ser, como o ser ama o "será", como o "será" ama a fé, como a fé ama o gênio, como eu amo-me: como o lítio ama a loucura.  (Vitral dos ímpios.)

O eco é apenas um reflexo?
Apenas um reflexo?
Um reflexo.
Reflexo.


Curo-te para curar-me. Curo-te para que machuque-se e machuque. Curo-te, sobretudo, para que A Morte (paz da humanidade) me antecipe.

"Curar-te-ei do seu mal, pois ele é minha cura."
(Em tempo de paz o belicoso ataca a si próprio.)
Quem luta com monstros deve velar para que, ao fazê-lo, não se transforme também em monstro. E se tu olhares – durante muito tempo –, para um abismo, o abismo também olhará para dentro de ti. (Sozinho a dois.)

 Palhaço Egoísta & Friedrich Nietzsche.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Dividindo a dor de cada dia.

Jesus Of Suburbia;
(From the bible of "none of the above".)
ㅤㅤㅤEnvergonhe-se por minha desvergonha. Minha memória está (está?) como se fosse há séculos de hoje. Acho que a Mary Jane andou leiloando os eufemismos e apologias para pagar os meus pecados. (Não cabem mais embaixo da cama.) Deveria apagá-los apagando-me... Eu não me importo, não me lembro... Eu não me lembro das orações. Ou talvez elas oraram para que eu as esquecesse. Assumirem-me como um filho significa sujar de traição suas escrituras sagradas. Mas não há nada errado comigo. (No tudo que há.) Eu estou conforme os meus mandamentos; Os seus mandamentos julgados aos olhos do espelho.


"Oh, therapy, can you please fill the void?

No one ever died for my sins in hell.
As far as I can tell;
At least the ones I got away with.

Saint Jimmy;
(The product of war and fear that we've been victimized.)
Culpe-me por não ter desculpas. O orgasmo da mamãe é a vida lhe fodendo. Fuja para mim. Eu sou seu oxigênio a base de cocaína e seu gosto de álcool. A cura que adoece suas veias. O refúgio do seu ódio. A dor que tatuou. O filho da puta que a casa inflama. A sua face vingada e amanhã procurada. O último em pé do chão. O ato das suas palavras. Eu sou a anarquia no teu Eu. O câncer em você.



"In a land of make believe.
Who don't believe in me." —