sexta-feira, 4 de março de 2011

“My Silence Knot”

O Poeta separou-se de sua amada Aliteração, e A Vida-viúva lamenta, sobre a lápide de outro lençol.
ㅤㅤㅤNão chegarás a um resultado sem evidências. Sem base números vestígios pistas testemunhas provas cálculos fontes teorias. Você não me viu, porque olhou com os olhos. Tampouco enxergou a vírgula, ou os trinta e cinco tons de preto. Olhos são tão confiáveis quanto apoiar-se em minha existência. Ou se você for A Existência, (perdoe-me pela ofensa em dissolvê-la aos humanos), quanto apoiar-se a mim. Mas se você fosse A Existência, – o que suponho cegamente que não seja –, saberia que o Sol está morto e que tem um falso Sol reinando sobre olhos-soltos. Sendo assim, saberia que a morte d’O Sol é um mistério e, que os mortais nem desconfiam. Saberia então que não desconfiam porque O Mistério foi descoberto. Sendo assim, saberia quem sou. E sabendo quem sou, não mais saberia de nada.
35 tonalidades de Preto;
Há o preto-carvão, que eu o atendo por Solidão. O preto-carvão é o Bicho-Papão. Na solidão você o encontra embaixo da cama. Esquecido pós-infância. E no desespero da infinda escuridão, você exige que então ele – o seu medo já maturo -, ponha-lhe um fim prematuro, pois a tortura (preto-nuance) é a mais sábia das persuasões. Entretanto, seu medo (que cresceu consigo) não é vassalo. Ele convida-te a goles de companhia d’A Solidão. Você, que erroneamente crê que nada mais tem a perder, aceita. Ébrio e viciado, você vende todas as outras por mais preto-carvão... 

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