As estações pararam no inverno. Está nevando sangue, ou faz parte das minhas alucinações? O tempo foi ceifado junto das preces. Mas as horas estão agressivas e você pode perceber à sua volta e em você. Costure seus olhos para não enxergar seu desumano julgamento, antes que os pássaros que residem nos cemitérios os dilacerem. Cuspo-te as dúvidas. Não achará respostas para contradições. Faça coro com os mortos, enquanto sua mente dança com demônios na marcha fúnebre de seu enterro.
I∙Wrath. Eu sou o talento dos delinqüentes e a munição dos suicidas. Rasuras de um poeta sádico e devaneios de um insano genial. A inspiração dos carrascos e temor dos corações. Uma face sem rosto, um rosto sem face. Interpreter. Mostre-me seu desespero, porque você é tão belo na dor. II∙Gluttony. Represento o estômago das chamas gélidas infernais e a garganta dos demônios. A febre me consumiu e já não sinto nada, mas tenho fome. E é pelo seu medo. III∙Envy. Construa-me na insatisfação da indiferença, trapaça dos gatunos, conflito do vazio e nos aplausos de escória. IV∙Pride. Aprecie-me no flerte da virgem encapuzada e no beijo amargo de seu perecer. SCREAM, SCREAM, SCREAM! Sinta-me na áurea do terror e no incentivo do torpor. Ouça-me na voz do silêncio. V∙Greed. Veja-me na máscara torta do egocentrismo. Em um sorriso de escárnio evidente e no desprezo dos sábios. Die! Agoure-me no manto que cobre o Sol melancólico. VI∙Sloth. Desenhe-me na ausência de aquarela. Fall! Ache-me no berço da guerra, retina da glória, legado do descaso e na corrosão do ranger. VII∙Lust. Cobice-me na maldição que zela os diamantes e na benção das sombras. Eu sou a beleza das ninfas. O excessivo e a exigência. Música desprovida de melodia e o canto doce da morte. O abraço do frio.
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