quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Responda ao enigma assim que puder ao soar de Notre-Dame: “Quem é o monstro e o homem quem é?”

Dobram os sinos, Paris despertou ao soar de Notre-Dame.
Já tem peixe fresco, o pão já assou ao soar de Notre-Dame.
Sinos grandes com sons trovejantes, e pequenos com sons de oração. Paris, são divinos os sons de seus sinos! Os sons... Os sons de Notre-Dame.
— Ouçam! São lindos, não?
São tantos sons coloridos, tantas mudanças de timbre! Porque vocês sabem, eles não tocam sozinhos.
— Ah, não?
— Não, bobinho. Lá em cima, lá, lá no alto no campanário vive o sineiro misterioso.
— Quem é essa criatura?
— Quem é?
— O que é ele?
— O quê?
— Como ele foi parar lá?
— Como?
— Quieto! Clopin vai lhes contar. É uma história... A história de um homem e um monstro.
Tudo começa na escuridão sob o cais em Notre-Dame.
— Faça ele se calar! Vão nos descobrir!
— Quieto, meu amor.
Quatro ciganos em forte tensão sob o cais em Notre-Dame.
— Paguem e entrarão à salvo em Paris.
Mas alguém emboscou os ciganos, que tremeram ao ver esse alguém; cuja alma é dura qual bronze que apura os sons...
— Juiz Cláudio Frollo!
Os sons de Notre Dame...
Frollo, o juiz, mandou varrer o mal dali.
Ele viu pecado em cada ser, exceto em si.
— Levem essa gentalha cigana para o Palácio de Justiça.
— Você! O que esconde?
— Coisas roubadas, sem dúvida.
— Tirem dela.
Ela fugiu.
— Santuário! Por favor, dêem asilo!
— Um bebê?
— Ahh, um monstro!
— Pare! 
Gritou o arcediago.
— É uma alma profana. Vou mandá-la de volta ao lnferno, que é o seu lugar.
— Sangue inocente você derramou nos degraus de Notre-Dame.
— Ela fugiu. Fui atrás. Não sou culpado.
— Das mãos da mãe a criança tomou nos degraus de Notre-Dame.
— Tenho a consciência limpa.
— Você pode até iludir-se, que não vai ter remorso amanhã. Mas não vai conseguir desviar nem fugir desse olhar... Profundo olhar de Notre-Dame...
Apesar de Frollo ter nas mãos poder total, tal visão o fez tremer aos pés da catedral.
— E o que eu faço?
— Cuide da criança e crie como se fosse sua.
— O quê? Eu devo cuidar deste traste? Está bem, mas que ele more com você na sua igreja.
— Morar aqui? Onde?
— Qualquer lugar. Que ele fique num lugar bem afastado assim... No campanário talvez, e quem sabe Deus escreve certo por linhas tortas. E talvez tal criatura possa um dia, enfim, servir a mim.
E Frollo deu um nome cruel à criança, um nome que significa “meio-formado”: QUASÍMODO.
Responda ao enigma assim que puder ao soar de Notre-Dame: “Quem é o monstro e o homem quem é?”
Dizem os sons, sons, sons, sons, sons, sons, sons, sons, sons de Notre-Dame...


O mal acabado; não acabou.
“Quem sabe saibam agora vocês o por que do monstro gostar do escuro, puxando a barra do vestido da mamãe adotiva, pelo seu logo “amém”. Quase desconfiem vocês do por que de cada terço de oração da oração vir a ser tão fácil de decorar, quando suas horas sãos são, aliada da ameaça da mamãe acionar o interceptor da luz. Foi ela. Mamãe deu à luz ao ter-nos, a quem do escuro a vaidade convém, precedente do “amém”. É preciso ser um monstro para gerar um amigo imaginário. Sua piedade do aleijão é o que te faz sentir-se melhor, como embaixo da cama ao bater da porta e riscar do assoalho, é você quem lhe faz. E só ali, o quase não escapa de si; venha brincar.”



Porque vocês sabem, eles não tocam sozinhos.
...
Quasímodo. Formado de meios. O homem e o monstro. A acentuação nas costas do “e”; O HOMEM É O MONSTRO.

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